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Não tenho bens de acontecimentos. O que não sei fazer desconto nas palavras. (Manoel de Barros)

domingo, 21 de março de 2010

Timidez do romance, desprendimento do gênero

No último dia 15, nosso encontro foi marcado pelas ideias críticas anti-ufanistas de Lima Barreto. A crônica "Queixa de defunto" retrata as condições de infraestrutura da cidade Rio de Janeiro, que são capazes de "ressuscitar defuntos", tamanhas as caldeiras de todas as profundidades e larguras possíveis. A narração fica por conta de alguém que recebeu a carta do defunto Antônio da Conceição, que, diferente de Brás Cubas, não tem oportunidade de falar "pessoalmente" ao leitor.
Na mesma reunião, estivemos em contato com Antonio Candido, dessa vez através de seu texto "Timidez do romance", um ensaio que discute a importância da Literatura e a querela do pensamento cartesiano que insiste em questionar seu valor. O texto de Lima Barreto está publicado no livro As cem melhores crônicas brasileiras e "Timidez do Romance" integra o livro A educação pela noite. Boa leitura!

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