Somos professores e estudiosos da linguagem. E somos leitores acima de tudo! E elegemos a Literatura como uma das formas de nos humanizarmos e compreendermos melhor a vida social. Temos como projeto de vida e de trabalho promover a transformação da ordem.
PGL
Não tenho bens de acontecimentos. O que não sei fazer desconto nas palavras. (Manoel de Barros)
segunda-feira, 22 de março de 2010
Literatura e Cultura: propostas de Lukács e Fernando Pessoa
Fomos presenteados, hoje, com a leitura do "Poema em linha reta", de Fernando Pessoa e assinado por seu heterônimo Alvaro de Campos. Uma maneira de mostrar ao leitor que não temos a obrigação de apontarmos os caminhos certos, de darmos as respostas certas, de sermos "semideuses", simplesmente porque não os somos. Que a perfeição não integra a consciência humana e que não precisamos nos convencer disso e nem convercer as pessoas que nos cercam. Existencial? Sim, Fernando Pessoa tem este cunho. Assim como Lukács que, em seu livro Teoria do romance, remete à cultura helênica para nos ensinar que a essência do romance deriva das "ciências do espírito". E essa essência foi descoberta por Homero, e apenas por ele. Para ler o poema de Pessoa, clique no título desta postagem. Boa leitura!
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